Posso contemplar o amor de Deus
Para com os que
Vivos ainda estão.
Quando um dia eu encontrar
Os que, como eu, estão vivos,
Poderei cantar com eles o canto
Que a tanto foi escrito.
Lá na cidade
Onde eu vou morar
Todo dia voarei, e sentirei
Que não há mais pesar.
Ao findar esta jornada,
Quando a vida sair
Deste corpo mortificado,
Serei finalmente
A imagem e semelhança
Daquele que me criou,
E com ele novamente verei
As belas coisas que ele já tem mostrado.
Ao cair da noite,
O véu negro encobrindo
O resto de dia claro,
Minha alma entra
Em profunda calmaria,
Sentindo – se consolada,
E em paz.
Agora retorno
A existência onde todos estão vivos
E, só, estou morta.
Fernanda Guedes
11/11/2009
11/11/2009

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