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domingo, 21 de agosto de 2011

Tarde de Outubro

Na imensidão de minha morte
Posso contemplar o amor de Deus
Para com os que
Vivos ainda estão.

Quando um dia eu encontrar
Os que, como eu, estão vivos,
Poderei cantar com eles o canto
Que a tanto foi escrito.

Lá na cidade
Onde eu vou morar
Todo dia voarei, e sentirei
 Que não há mais pesar.

Ao findar esta jornada,
Quando a vida sair
Deste corpo mortificado,
Serei finalmente

A imagem e semelhança
Daquele que me criou,
E com ele novamente verei
As belas coisas que ele já tem mostrado.

Ao cair da noite,
O véu negro encobrindo
O resto de dia claro,
Minha alma entra

 Em profunda calmaria,
Sentindo – se consolada,
E em paz.

Agora retorno
A existência onde todos estão vivos
E, só, estou morta.

Fernanda Guedes
11/11/2009

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