Soneto
A mesma rotina
A mesma sina,
O céu entristecido
Por estar enegrecido.
Sua tristeza vai
Além do que a
Imaginação faz
Parecer o fim,
Seu único consolo
É que de tantos
Perdidos, ainda
Alguns pedem socorro.
Arrepende-te agora, pois
Eis que não demora a
Volta de quem em outrora,
Morreu por ti na cruz.
E, quem diria,
O nascido na manjedoura,
Deu-lhe paz e vida
Em abundância,
Quando, na tua ignorância,
Tudo o que tu querias
Era morrer...
Morreu e acabou por viver.
Fernanda
Guedes
06.05.2008

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